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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Se há coisa

que me põe fora de mim é insinuarem que eu não faço nada, que sou desleixada, irresponsável e incompetente!!!!

Além do mais, e fica o recado, não vou deixar que me mandem bocas quando não têm coragem de falar comigo!!!

Tenham T.... (sejam homenzinhos e mulherzinhas) e se querem deixar recados sabem como o fazer!!!!!

Tenho dito!!!!

E, já agora, hoje dispenso bem que me venham passar a mão pela cabeça... Tenho 24 anos mas, sinceramente, já passei por mais, do que muita gentinha que anda por aí....

segunda-feira, 9 de março de 2009

(Re)Aprendendo a sorrir

Quando chega o fim-de-semana de ir a casa, tenho plena consciência que vai ser cansativo, mas não posso esconder que, cada dia que passo rodeada pela minha família me aviva a alma, me rejuvenesce, que me faz tão, mas tão bem.

São tardes, como as de sábado, que me fazem falta. Onde passeio, corro, fotografo, converso, rio à gargalhada... onde faço tudo de forma descontraída, sem pressões, stress, nervos, tristezas... Onde deixo os sentimentos fluírem, onde descontraio e torno a ser eu.

A L. sorridente e brincalhona, sem uma sombra a percorrer o olhar.



Sei que eram estas fotos as que mais gostavas.
As fotos em que eu era eu, mesmo escondida sou Eu, na minha verdadeira essência. É a minha alma que ali está, não apenas o meu corpo. São essas que mais gozo me dão tirar.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Dois meses

Dois meses sem ti...

Fazes-me tanta falta.

Tenho tanta coisa para te dizer, tanto para partilhar. As lágrimas rolam devagarinho quando me sinto perdida e preciso de ti para me orientar. Respiro fundo, tento acalmar-me.

Preciso da tua voz...
Do teu olhar...
Do teu sussurrar...

Preciso de ti, tanto...

Fui tão feliz e agora sinto um vazio, uma dor.
O sorriso demora a surgir.
O olhar já não brilha.
Perco a vontade de fazer as coisas de que mais gostava.

Preciso de ti.

Fazes-me falta. Tanta falta...

domingo, 1 de março de 2009

Noite

Chega a noite e quando me deito, pronta para adormecer, há dias em que agarro no telemóvel e contemplo a tua foto.

Recordo os telefonemas à socapa, os sorrisos e gargalhadas abafadas pelas almofadas ou pelos cobertores.
Recordo as lágrimas que recolheste, as fúrias que acalmaste, os medos que transformaste em segurança.

Sei-me uma pessoa melhor, mais segura, mais forte (nunca imaginei sentir-me tão forte como me sinto actualmente).
Sei-me uma mulher mais equilibrada, mais confiante, mais ponderada.

Agradeço a Deus (a quem não acredita nele [tal como tu não acreditavas com essa designação] limito-me a afirmar que para mim Ele existe, não na concepção que muitos lhe querem dar, mas eu acredito no Meu Deus, que não é igual ao Deus do outro), ter-te colocado na minha vida durante seis, maravilhosos, anos.

E hoje, as lágrimas que rolaram enquanto conduzia e aquelas que rolam agora, são acompanhadas por um ténue sorriso nos lábios.

Porque fui muito Feliz, a ti te agradeço: Obrigado R. *

sábado, 14 de fevereiro de 2009

14/02/2004

Lembraste quando há cinco anos me fizeste uma surpresa, com a cumplicidade da L. [A.]?!

O que me pareceu ser um simples e normal regresso a casa, para almoço, transformou-se num momento de puro amor, alegria e alguma vergonha (daquela que me deixa ainda mais vermelha do que o normal).

Entrei no carro com ela, cumprimentei os seus pais e seguimos caminho. Houve um pequeno desvio no que era normal fazermos, mas o que era uma pausa de cinco minutos,quando, se não fosse a preciosa boleia que me davam, teria de percorrer o caminho até casa , a pé, fazendo no mínimo trinta minutos?!

Qual não é o meu espanto quando a mãe dela entra no carro e me estende um ramo de rosas vermelhas lindo!!!! Fiquei sem fôlego.

Ela entrega-me o envelope com o teu postal:
"Aceita as rosas que te ofereço com todo o meu amor e carinho. Elas podem até ser bonitas, mas não são eternas como aquilo que sinto por ti..."



Hoje, cinco anos depois e sem ti, só precisei reler o postal para um sorriso surgir nos meus lábios.

Obrigado por me teres feito tão feliz!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Rio

Um turbilhão de sentimentos fervia em mim, enquanto percorria o caminho até um sitio tão especial para nós.

Senti-me nervosa como naquele dia, as mão soavam, a respiração acelerada, o passo rápido. Mas desta vez foi diferente. Desta vez não estavas lá ao virar da esquina.

Percorri o caminho com o sol a aquecer-me o rosto. As lágrimas rolavam silenciosas enquanto observava o vai-vem das águas.



A minha sombra embora estivesse ali sozinha, eu sei, que estavas comigo.




Sei que ela



me leva até ti, até aos teus que tanto me querem ver. Mas ainda não estou preparada. Preciso de tempo.

Preciso de paz, da paz que senti ali. Onde quero voltar. Onde te senti bem juntinho a mim.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Um mês

Um mês passou. Parece que foi ontem e ao mesmo tempo há uma eternidade.

Aos poucos os sorrisos e as gargalhadas soltas e mais espontâneas surgem com naturalidade.
As rotinas vão ressurgindo e começo a fazer com que os meus pés entrem no ritmo desta dança a que chamo vida.

Volto a sentir que sou capaz, que tenho inteligência, e que tenho algum poder.

O Dom tem-se manifestado mais do que o natural / habitual. Ando frágil e isso tem aberto brechas na minha protecção tão necessária.

Continuo retraída em relação a determinadas situações (palavras, actos, pessoas...)

A solidão continua a bater à porta e a fazer mossa, quando a arromba. Mas a amizade, aquela que surgiu do nada (obrigado ao S., à M. [V.C.], ao L., à A. [T]., à P. [C]..) ou aquela que reacendeu a chama antiga (obrigado à T., à A., à L., à P., à F ...), tem-la escorraçado, a ela, e à tristeza.

Aos poucos os sorrisos renascem... Aos poucos a paz fortalece... Aos poucos o coração aquece...


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Simples palavra

Uma simples palavra "proferida" pela pessoa certa fez-me surgir um sorriso enorme no rosto. Iluminei-me, os meus olhos brilharam, uma lágrima fê-los "arder" e deslizou suavemente pelo meu rosto.

Uma simples palavra bastou para me aquecer o coração.

"COMPLETAMENTE"

Não preciso de mais nada, só destas conversas. Conversas onde se partilham sentimentos, recordações, desejos, amor e carinho... Conversas onde dizemos o que nos vai na alma, onde choramos e sorrimos em conjunto.

Conversas onde a paz reina e a tranquilidade abençoa. Conversas onde os nossos corações batem em sintonia.

"Completamente" - não preciso de mais nada.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sonho

Esta noite sonhei contigo.
Vi-te a vir ao meu encontro com aquele sorriso de felicidade só teu. No mesmo instante em que os nossos olhares se encontraram o meu mundo parou. Agradeci a Deus por estares bem e corri para ti.

Toquei-te, beijei-te, sorrimos e perguntei-te: "Que se passou?!"
Tu: - Não interessa, o que importa é que agora estou aqui.
Eu: - Porque me fizeste insto?
Tu: - Para perceberes o quanto me amas e o quão importante sou para ti.
Eu: - Todos sabiam?
Tu: - Nem todos, mas agora não interessa, só importa que estamos juntos.

Acedi ao teu pedido, mas sempre com o pensamento de "Voltar à carga."

Acordei. A Felicidade esfumou-se. A tristeza e a desolação apoderaram-se de mim.

Tudo não passou de um sonho.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sentimentos

Sento-me na cama a ver televisão. Na novela choram-se amores e desamores e o primeiro pensamento que me surge é: "Que dor é aquela de quem perde uma pessoa para outra, comparada com a dor de quem perdeu alguém para todo o sempre?!"

Depois paro... olho o vazio e sorrio, abanando ligeiramente a cabeça. Também já passei pelo mesmo e naqueles momentos não pensamos, é simplesmente o pior que nos podia acontecer.

Sinto que cresci muito nesta última semana, e cresci ainda mais ao longo dos seis anos que partilhámos. Agora, lendo alguns textos que escreveste percebo-te melhor.

Hoje, à hora de almoço, sozinha no escritório encostei-me à parede, junto à janela, e contemplei o céu. Vi uma nuvem bem carregada, daquelas que gostavas de fotografar e contemplar, sorrio por te sentir tão perto.

Sorrio porque embora estando só não tenho sentido solidão, sinto o meu coração repleto, tranquilo e em parte feliz por te ter, por ter partilhado tanto contigo. Por outro triste, porque embora te tenha no meu coração e pensamento, nunca mais te vou ter fisicamente, nunca mais vou ouvir o teu riso que me contagiava.

Sinto tanto a tua falta... mas descansa meu amor, pois lentamente vou alcançando a tranquilidade.